Quando um relacionamento não está de acordo com o que esperávamos ou idealizávamos, é natural, acho, que nos peguemos pensando em algumas, ou alguma, pessoa do passado, aquelas que marcaram ou aquela em especial que ainda invade seus pensamentos. =S
O momento nostalgia chega....as lembranças nos invadem, e vêm à mente os momentos bons vividos, as risadas, os telefonemas, as saídas, os jantares engordativos, a troca de moletons, os planos de casamento e filhos saudáveis, o dia da troca de alianças, enfim, as coisas boas que um antigo relacionamento nos proporcionou.
Por mais agradáveis que sejam essas lembranças, muitas vezes elas nos perturbam a ponto de não nos deixarem seguir adiante, pois nos fazem ficar indecisos e nos perguntando sempre o porque de tudo.
Porque estou aqui?
Porque estou passando pelo que estou passando?
Será que não deixei pra trás meu verdadeiro amor?
No que eu errei?
Será que serei feliz novamente?
Será que terei novos sonhos?
Será que cometi um engano?
Será que fiz a escolha certa?
Será que sou digna de amar?
Será que sou digna do amor?
Será que alguem me amará?
Será que alguém vai querer fazer planos novamente comigo?
Será que minha felicidade não se foi com esse amor?
Eu acredito que não haja taaaaaaantos problemas em relembrarmos, aos poucos, nossa história de vida de amor ou desamor, acredito que até seja um tanto quanto saudável refletirmos acerca dessas relações e enxerguemos, o agora, o que não vai bem e o que é positivo.
Reflexões sobre o que vai bem, o que nos incomoda, o que podemos tentar melhorar muitas vezes é algo positivo, tanto para nós como pessoa, só, como para nós como um casal.
O que não devemos fazer é idealizar o antigo amor, e massacrar o atual. Coisa que tenho que revelar...senti na pele a emoção, sendo a massacrante. Feio? sim, feio...mas mais forte, era algo involuntário, me pegava sendo cruel e maltratando quem não merecia.
Pois todos os pontos negativos ressaltavam e me faziam pensar.
Como pude deixar isso seguir adiante? E fulano? Que me perturba ainda.
Bom, depois disso.
Só posso ressaltar que: Acabou, o que mal começou!
Mas será que foi o mais certo?
Será que mais uma vez me deixei levar pelas pequeninas coisas?
Será que o ponto final chegou no momento em que pensamentos inapropriados me invadiam, lembranças eram feitas fora de hora?
Será que valeu a pena deixar pra tras alguém que me valorizava como pessoa, que sentia prazer em estar ao meu lado, que não desmarcava compromissos comigo por ter algo mais aprazível a fazer?
Massacrei aquele que me queria bem, me queria ao lado, me fazia sentir querida e amada, me tratava como PESSOA.
Não o tratei com cautela, com respeito e dedicação.
E porque?
Por que o antigo "amor-pseudo-apaixonado-sou-indeciso-confesso-e-te-subestimo", com prazer de torturar, algo que lhe é inerente, escreve o que não deve, fala o que não sente, exige o que não merece, espera o que não tem condições de levar adiante, relembra o que é passado, ilude sem querer amar.
Ps.Lendo uma reportagem de Cecilia Horta, me inspirei a falar sobre meu caso de desamor.
E, pensando no meu bolso...resolvi aderir ao blogterapia!
A gente escreve, a gente alivia!
Sem gastar com terapia!!
