domingo, 12 de maio de 2013
ACABOU
Momento espetacularmente difícil:
Cena um: Primeiro plano fechado, só você e a câmera led 3D do Homem que filma tudo lá de cima, para que todos tenham plena consciência e acreditem e não vejam como truque ou chantagem, o real instante em que você, estufa o peito, se enche de coragem e diz, absoluta: ADIOS,HASTA,BYE,CHORARE,CHEGA DE NHENHENNHEM, CHEGA DE PALHAÇADA!
Dificílima e dolorosa decisão quando você ama o sujeito como nos versos mais lindos do Caetano ou Vinicius de Moraes, mais lindo que o primeiro encontro, mais lindo que aquele buquê de rosas que você ganhou no primeiro mês de namoro, mais lindo até que a torre Eifel, que o Grand Canyon, que Alter do Chão ou Sardenha. Muito mais lindo. Tão lindo que faz seu coração palpitar a cada lembrança.
Que perfeita luz, minha santa cândida capão raso, o beijo ao vento, o sorriso, as noites de filmes e pizza, as idas ao teatro cheio e vocês lá, no segundo balcão, o abraço e o beijo de bom dia, o sono enroscadinho num edredon chegado da lavandaria, o fim da maldição de todas as músicas que parecem escritas pra você, que são sua história contada sem seu aval, sejam dos Beatles, do Chico ou do....Naldo?! (credo)
Já reparou, minha amiga que, quando coléricos de amor, toda e qualquer música é a história cagada e cuspida das nossas vidas?! As lágrimas vêm e o peito aperta? Entramos no carro de madrugada, lá está a trilha sonora da nossa existência.
Nesse momento, você olha pro céu e roga a Deus, abre seu coração e grita a plenos pulmões: OBRIGADA!! ESTOU LIVRE DESSA MALDIÇÃO.
Penei, sofri, chorei, deprimi, me fechei, tive pesadelos, e tive necessidade de relembrar cada situação vivida, vivi o luto amoroso, mas esse peste/candango/louco/insano/cagado de coruja não me merece!
Você foi madura, não esnobou com o primeiro que apareceu pela frente, respeitou, viveu seu luto e noites de insônia e carências agarrada ao pote de brigadeiro e caixinha de lenços de papel.
Você tomou tarja preta, visitou o velhinho psicólogo, chorou mais e mais um pouco, enfim, você foi intensa e segurou a barra de todas formas possíveis.
Obviamente que às vezes você se engana, todos nós caímos nessa, achamos que estamos libertos e vem a recaída, vem o telefonema amoroso, vêm à memoria todos os bons momentos vividos.... Acontece! Basta estar vivo, dane-se, o amor é um entorpecente pesado.
Cena dois: Agora não! Agora você se sente livre mesmo, até recita um verso de outro grande poeta, o Walt Whitman, aquele que diz mais ou menos assim, não recordo de memória: "De hoje em diante não digo mais boa sorte/boa sorte sou eu!"
Pronto. É isso ai, vamos embora e etc.
Você se sente livre mesmo, se arruma bem linda, bota flor no cabelo, pega sua bolsinha luxo Guess, passa seu melhor perfume e batom e sai purpurinada e absoluta rumo ao desconhecido.
Você, bigodãobarbudobode velho,luta MMA sozinho no banheiro, ouve uma do Rolling Stones ou do Creedance, você está preparado para uma nova vida, mudou de sina e com todo respeito a um dos clichês mais vagabundos do mundo, a fila anda e a catraca é seletiva.
É, colega, se o pé-na-bunda é em preto e branco (naqueles rolos legais,antigos) como naqueles bons, mudos e tristes filmes, a salvação e recuperação é em 3D, mais que documentário sobre águas vivas e toda vida marinha, é uma montanha russa, um carrossel de parque de diversão ou uma simples caminhada pelos parques ou ruas com um sorriso enigmático, muitos pensamento e um bom ventinho na cara.
Adios muchacho estou pronta e de volta na pista!
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