sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Eu sou assim.
Se há palavras no vocabulário que me definem, são elas: intensidade, ansiedade e paixão!
Infelizmente, ou felizmente... Não sei viver de meias verdades, de metades,de talvez, de quases, de mornos, de amanhã...
Eu quero tudo, eu posso tudo, e quero agora e quero já.
Eu vivo intensamente, eu vivo tudo, eu esgoto as possibilidades, eu entrego tudo de mim, mesmo que seja pra pessoa fazer de mim gato e sapato, me jogar pro alto e me deixar cair...me quebrar em pedaços. Me quebro. Mas sobrevivo.
Depois, recolho os cacos, entre choro e desespero...colo pedacinho por pedacinho, dou a volta por cima e dou tudo de mim novamente.
Até entendo quem não se entrega, na se dá, não vive. Se poupa, se recolhe, Foge, não sofre. Entendo. Tem seu mérito.
Entendo também quem me vê assim e acha que sou doidona, burra e não meço as consequencias sou irresponsável.
Não, não sou. Meço bem as consequencias e sempre acredito que sou superior e posso aguentar firme. Eu enxergo o além, o perigo, os danos. Mas eu vou! eu arrisco.
Não sei ir com calma. Eu sei ir... Ou vou, ou tenho calma. Os dois juntos não caminham... Desculpe.
Muitas vezes sei a frustração que me espera, a dor que carregarei, a tristeza que me acompanhará. Mas prefiro a delícia de viver o momento a inquietação de não saber como poderia ter sido... De não imaginar um final, seja feliz ou nao.
E...confesso,entre perdas e ganhos, entre quebradas e colagens...entre tristezas e alegrias. Graças a Deus sempre me mantive inteira, me recompus todas as vezes, me colei e segui em frente. Pronta pra uma nova batalha, nova para um novo amor. De tanto que caí, desenvolvi uma habilidade de voltar sempre inteira, de colar tudo tão bem coladinho que mal se enxergam os estragos.
Sou assim... Choro, o mundo acaba, o dia vira noite, o desespero me pega de jeito. Desculpe...mas sou assim! Desculpe se me entrego e sonho com final feliz e espero vc segurar minha mão enquanto eu bagunço tudo. Desculpa. Sou assim.
Sou assim por escolha, não por falta de opções. Não! Escolha. Poderia ficar em casa, não responder o email, não aceitar o convite, recusar a viagem. Poderia. Mas escolhi viver. Escolhi amar e ser amada.
Eu choro, e choro fora de hora. Choro em público, choro alto e convulsivamente. Choro!
Abraço apertado, coração com coração, rosto com rosto. Eu sinto. Te sinto.
Eu rio, me divirto. Rio alto e te faço sorrir também.
Se não for pra ter o coração palpitando... Nem corro o risco.
Se não for pra perder a respiração... Nem me apaixono.
Se não for pra voltar de manhã pra casa, andando km ao encontro do metrô.... Nem saio de casa.
Se não for pra mergulhar de cabeça... Nem chego perto da piscina.
Eu sou assim. Intensa, ansiosa e apaixonada. Sou!
E enquanto a habilidade de me recompor, me reconstruir estiver em mim... Vou me colando, me recompondo me reconstruindo e seguindo em frente, enfrentando a tudo e todos. Escolho ser assim.
E vou seguindo... Entre tropeços e caminhadas com a esperança de que algo bom lá frente me espera. Me espere com cola, Pq não posso te garantir que eu chegue inteira. Mas sei que chegarei.
:*
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